OMPI divulga relatório com indicadores de PI de 2010

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A OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual) divulgou nesta quarta-feira, dia 15 de setembro, um novo relatório de análise das tendências da Propriedade Intelectual (PI) nos anos de 2008 e 2009. O documento “World Intellectual Property Indicators 2010” revela que a atividade inovativa e a demanda pela proteção de PI decaíram durante a última crise econômica mundial, mas começa a se recuperar em 2010, mostrando como a crise afetou as estratégias de inovação das empresas.

Os dados de depósitos de patentes e desenho industrial (DI) no mundo em 2008 comparados aos de 2007 mostram que houve uma diminuição do crescimento de patentes e DI e um declínio no número de pedidos de marcas . O relatório indica, por exemplo, que houve um aumento considerável nos pedidos de patentes relacionados à energia (células de combustível, energia eólica, solar e geotérmica) pelo PCT (Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes): de 584 pedidos em 2000 para 3.424 em 2009. Já no caso de registros de marcas, o escritório de PI da China foi o que mais recebeu pedidos de marcas em 2008 (670.000 pedidos), sendo que os países BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) juntos chegam a 30% de todos os pedidos mundiais nesse mesmo ano.

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Dados preliminares de 2009 mostram que somente o escritório de PI da China teve aumento nos pedidos de patentes (8,5%). Fonte: Base de estatísticas da OMPI.

Com relação ao investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D), os dados de gastos nesse setor revelam que, em média, as empresas começaram a reduzir essas despesas em 2009: na verdade, desde 2007 já havia uma desaceleração do crescimento, sendo que de 2008 para 2009 foi identificado um real decréscimo no orçamento de P&D (-1,7%).

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Despesas (em dólares e %) de 80 das 100 maiores empresas depositantes de PCT. Abreviações: P&G (Procter and Gamble), HP (Hewlett-Packard), GM (General Motors). (Fonte: OMPI)
Desde 2009 os pedidos de patentes e marcas voltaram a crescer, respectivamente, pelo sistema PCT e Protocolo de Madri, dando sinais de otimismo. Segundo Francis Gurry, Diretor Geral da OMPI, os primeiros seis meses de 2010 mostram uma modesta recuperação nessas modalidades de depósito: “o cenário da inovação após a crise será diferente daquele de uma década atrás”. “Provavelmente haverá uma mudança geográfica contínua da atividade inovativa na direção dos novos atores, especialmente na Ásia”, acrescentou Gurry.

Divulgado o ranking das 100 marcas mais valiosas

A 11ª edição do ranking das 100 Marcas Globais Mais Valiosas confirma o sucesso atual das empresas de tecnologia nas áreas de computação e serviços de Internet. Entre as dez empresas mais valiosas em 2010, metade pertencem a esta área. E entre as que encabeçam a lista – com exceção da Coca-Cola que é a número um desde o primeiro ranking – estão a IBM , a Microsoft e o Google.

Do ranking, as marcas que tiveram os maiores ganhos em seu valor no último ano são reconhecidas empresas de tecnologia: Apple (+37%), Google (+36%) e BlackBerry (32%).

No grupo das marcas que perderam valor está a Harley Davidson que caiu (-24%). Entre outras razões, em tempos de crise, a legendária motocicleta se tornou uma compra irrelevante.

A Toyota (-16%) cuja marca era sinônimo de eficiência e confiança foi fortemente impactada por um recall anunciado em janeiro, envolvendo diversos modelos defeituosos. A Nokia (-15%) reagiu muito lenta à invasão dos smartphones.

A Dell (-14%) vem enfrentando dificuldades com o desenvolvimento de sua marca e sub-marcas. O Citi, com perda de (-13%), estava entre as instituições financeiras mais impactadas pela crise econômica de 2008.

As dez marcas mais valiosas:

1. Coca-Cola: US$ 70,4 bilhões;

2. IBM: US$ 64,7 bilhões;

3. Microsoft: US$ 60,8 bilhões;

4. Google: US$ 43,5 bilhões;

5. GE: US$ 42,8 bilhões;

6. McDonald´s: US$ 33,5 bilhões;

7. Intel: US$ 32 bilhões;

8. Nokia: US$ 29,4 bilhões;

9. Disney: US$ 28,7 bilhões;

10. HP: US$ 26,8 bilhões.